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Subway - São Paulo

Rua Frei Caneca 569, São Paulo

17-12-2008

Subway = sanduíche de estilo “submarino”. É uma espécie de versão mini do sanduíche de metro - no Subway, você tem duas opções de “extensão” de pão: 15 ou 30 centímetros.
O passo a passo é:

1. Escolha o tipo de pão: integral, italiano, três queijos ou parmesão com orégano.

2. Escolha o principal recheio: vegetariano, peito de peru, pepperoni, salame, rosbife e mais uns etceteras.

3. Escolha o molho: cebola agridoce ou rosé, entre outros.

Todos os recheios podem ser aprimorados com os complementos: folhas verdes, tomate, azeitonas pretas, picles, bacon, queijo prato ou suíço extra. Os lanches podem ser frios ou tostados.

Além dessas opções, você pode pedir diretamente os Classics, Basics ou Hot Subs.

O Subway vegetariano é ótimo, porque é leve e light. Tostado, melhor ainda. E fica em torno de R$ 7,00.

A lanchonete, experiente e alastrada por 87 países, faz o impossível: faz um sanduíche farto no pão crocante, sem se desmantelar. Dá para agarrar com as mãos sem medo de que o recheio pule para fora. Um bom submarino para se mergulhar.

Banco do Brasil - São Paulo

Rua Augusta 1305, São Paulo

17-12-2008

Banco do Brasil é Banco do Brasil.

As agências adotam um padrão de atendimento, espaço, auto-atendimento, horários, painéis. Porém, há agências que deveriam repensar sua estrutura, sua sustentação e até sua existência.

A agência do BB na Rua Augusta é deplorável. Não é culpa do banco, mas o odor na entrada da filial é horrível. Às segundas-feiras, a calçada é intensamente lavada, na tentativa vã de eliminar seus ares fétidos.

No entanto, com o passar dos atribulados dias e principalmente das noites da Rua Augusta, a atmosfera ao redor do banco é humanamente insuportável. Isso me faz pensar o show de horror e pesadelo que deve conter a fita da câmera de segurança da agência, pois a calçada exala um fedor desumano, misto de urina, vômito, fezes e muitas latinhas de cerveja vazias.

Se tiver que ir ao banco, principalmente na sexta-feira, no sábado e no domingo, caminhe mais quatro quadras e vá à agência do Banco do Brasil na Avenida Paulista - vá por mim, vale cada passo até o fim da caminhada.

Novamente: a culpa não é do Banco. Mas por que é que todos - que devem ser muitos - escolhem justamente a entrada desta agência para sujar? Aliás, para esvaziar seus corpos perturbados?

Bob's - São Paulo

Avenida Paulista 1904, São Paulo

17-12-2008

Que o fã-clube do milk-shake de ovomaltine respire aliviado. Não criticarei a sobremesa, pois esta é realmente deliciosa.

Mas por duas vezes, ávida por um doce no Bob’s da Avenida Paulista, arrisquei o Big Cascão: um de ovomaltine e um de chocolate e avelã.

A verdade é que o sorvete é bom. O sorvete de creme da maquininha é realmente cremoso, a calda é gostosa, tanto a com pedacinhos de avelã quanto a de ovomaltine, a casca é leve e dá o contraste no tom certo com a alta dose açúcar da neve adocicada: 291 calorias!

É bom possível que a dificuldade se daria por minha prórpia teimosia, pois logo na primeira vez, tive evidências de que a idéia do Cascão não dá certo. A sobremesa é extremamente farta, tanto que a calda extrapola as bordas do corneto, que é um Cascão ‘ão’ mesmo, por R$ 4,50.

Para quem quiser tomar um Cascão enquanto anda pela Paulista, é melhor se prevenir: peça logo muitos, muuuitos guardanapos no balcão do Bob’s, porque você vai precisar. A calda transborda tão violentamente que quando menos se espera, seus dedos já estão marrons de chocolate. O sorvete é bom e deliciosamente imperfeito.

Da próxima vez, se resistir à teimosia, pedirei o Kid Sundae com confeitos coloridos. Balela.

Cine Bristol - São Paulo

Avenida Paulista 2064, São Paulo

17-12-2008

O Cine Bristol merece três estrelas e direi o porquê. Ele é bonzinho, mas nada demais.

1 O Multiplex Bristol, do Grupo PlayArte, fica na Avenida Paulista, na galeria em frente ao Conjunto Nacional. Um ponto por estar logo ao lado da estação de metrô Consolação, o que facilita muito o seu acesso.

2 Além disso, o Bristol oferece às terças-feiras preços especiais para suas sessões, é o Dia do Cinema Nacional. O ingresso conta com tarifas promocionais: R$ 5,00 a inteira e R$ 2,50 a meia-entrada. Leva mais um ponto por estimular o interesse sobre as películas brazucas.

3 Seu cartaz exibe o produto interno bruto cult ('Estômago’ ficou muuuito tempo em cartaz), mas prioriza os blockbusters ('007 Quantum of Solace’, 'Madagascar’, 'High School Musical’, só para citar três exemplos de filmes de estilos variados: ação, animação e teen). Um ponto pela variedade cultural - se bem que o cinema poderia investir mais em filmes menos pops besta, à la 'high school’, e mais interessantes, a exemplo dos vizinhos Cine Bombrill, Unibanco, Reserva Cultural etc.

4 Aí os pontos críticos. Talvez por estar na galeria, o espaço do Bristol torne-se tão azucrinante. É preciso comprar os ingressos no piso térreo, nas cabines nonsense que conduzem a fila para as escadas. Para ser atendido, é preciso que você peça mil desculpas pelo caminho, porque a linha marcada pela fita do PlayArte é tão estreita que é impossível não esbarrar em alguém. Se estiver acompanhado, peça para seus amigos esperarem fora da fila, para não tumultuar na fileira bitolada. Se estiver desacompanhado, não perca as estribeiras, a culpa não é de ninguém - a não ser do gênio que quis encurralar essa ala. Como há um vidro que separa o público dos clientes, às vezes é preciso gritar para dizer qual é seu filme, mas sem maiores desentendimentos.

*5 As salas são caras. Nas salas 3D a entrada custa R$ 25,00, independente do dia e do horário. A matinê custa R$ 14,00. E as noites de fim-de-semana saem por R$ 19,00. As salas não têm nada demais. Pipoca murcha, poltrona normal, atendimento mecânico. Bons filmes? Só às vezes.

Na verdade, o que é mais chato do Bristol é que o cinema é só 'mais um’, sem personalidade, sem proposta a não ser faturar na bilheteria, sem um 'quê’ a mais, sem alma, sem cultura. Por isso, só dou as caras por lá quando não há escapatória, quando os filmes de interesse só estão em cartaz lá.

Latife - São Paulo

Rua Frei Caneca 569, São Paulo

16-12-2008

Não curto muito as praças de alimentação de shoppings centers, tão sem personalidade, com ritmo frenético, atendimento robótico e cardápios não lá muito criativos.

Mas, confesso que adorei o Latife, no Shopping Frei Caneca.
Latife é um restaurante de cozinha rápida árabe, mas bem diferente de seu primo Habib’s. O atendimento não é nada demais, já que você se serve e o único e breve contato que tem com a casa é no caixa, para pesar seu prato e pagar por suas gramas.

Mas a comida vale. É o tipo de restaurante árabe em que se pode confiar no quibe cru e no tabule. O quibe cru não desperta medo de males estomacais, ao contrário, é saboroso, ainda mais se pingadas muitas gotinhas de limão.

O tabule do Latife é realmente temperado com todos os condimentos da receita original: trigo, salsinha, cebolinha, cebola, hortelã e azeite – de verdade, nada de “composto de óleo”. É refrescante e leve, como deveria ser.

O falafel – um bolinho frito de grão-de-bico com especiarias – é sequinho, mas poderia ser servido mais quente. O quibe assado é mais encorpado e temperado do que o frito.

O restaurante self-service árabe é um pouco caro, custando quase R$ 30,00 o quilo. Mas é bom. Se quiser assim, peça os sanduíches Happy Roll, no pão-folha, de R$ 12,50 a R$ 15,00.

Dentre as bebidas, um chá gelado custa R$ 2,80. De sobremesa, experimente os doces de nomes esquisitos. São bons, e não são muito doces. O “baklawa” - uma massa folhada com nozes, castanhas de caju e amêndoas - custa R$ 4,00. Delícia.

Frei Gelatto - São Paulo

Rua Frei Caneca 852, São Paulo

16-12-2008

Casquinhas leitosas do Mc Donald’s, nunca mais!

Às vezes, dá uma vontade boba de tomar uma casquinha e, camelando pelas redondezas da Avenida Paulista, as opções se reduzem aos fast-foods Mc Donald’s e Bob’s. O sorvete não é bom, o preço poderia ser melhor, e o atendimento poderia ser mais humano e menos apressado e maquínico.

Se estiver na Paulista, caminhe cinco quadras na Rua Augusta, em direção à Bela Vista - a descida pela Augusta é uma dica, porque a via é mais retilínea, enquanto que a paralela, a Frei Caneca, é sinuosa, dando a impressão de o caminho ser maior.

Na Rua Peixoto Gomide, vire à direita e logo ali, quase na esquina com a Rua Frei Caneca, você encontrará em um cubículo uma sorveteria: enfim, eis a Frei Gelatto.

O sorvete é artesanal, o ambiente, embora pequenino, é agradável. O atendimento é ok, simpático e sem firulas. O ponto alto da sorveteria é a cartela deliciosa de sabores: chocoavelã, chocolate, limão siciliano, sonho de valsa, nozes, leite ninho, entre muitos outros. Há também uma linha de sorvetes dietéticos, sem adição de açúcar.

E é bem servido. A casquinha “biju”, com uma bola, custa R$ 2,50. O cascão, com duas bolas, é delicioso, mas farto demais, custando merecidos R$ 4,00. Banana split, açaí na tigela, petit gateau e outras frescurinhas também são servidas lá. E ainda há o self-service, mas não compensa. Melhor mesmo é mergulhar a boca na casquinha.

Havana Café - São Paulo

Rua Bela Cintra 1820, 01415000 São Paulo

16-12-2008

O argentino Havanna Café aportou no Brasil na Rua Bela Cintra, uma travessa charmosa da Avenida Paulista.

O expresso é forte, sabor marcante, aroma delicioso. Mas arrisque e aposte nas receitas de café gelado. O famoso Irish Coffe é um pouco forte demais, aliando o expresso com whisky e chantilly.

Aposta certeira é o Shakeratto, um expresso gelado com shake com raspas de limão e chantilly. Se preferir bebidas açucaradas, o Cappuccino Vienense pode agradar seu paladar: é um expresso com leite, nutella, chantilly e canela.

Além dos bebes, os comes do Havanna Café também são ótimos. O melhor da casa é o alfajor, um biscoito fino com casquinha de chocolate. No Havana, há quatro opções de sabores: nozes, doce de leite, chocolate e cacau. O de nozes é sublime!

O ambiente é agradabilíssimo, o atendimento é dinâmico e atencioso, os cafés são ótimos. Os tons de verde musgo com as madeiras escuras dão ares sombrios ao café, como se fosse uma taverna chique, com toques de realeza. Os sofás e poltronas são nota dez. E lá fora há ainda mesinhas estilo quiosque, como se estivesse no jardim de casa.

Mas, descendo dos céus gastronômicos e retornando à terra, vale dizer que o Havana é caro, caro demais. É delicioso, mas não é um lugar para se tomar um cafezinho todos os dias – a não ser, é claro, que você possa.

TNG Outlet - São Paulo

Rua São Bento 216, São Paulo

16-12-2008

Teenagers e garimpeiros de moda vão adorar a loja Outlet da TNG.

Se estiver no centro de São Paulo, lá pelos arredores da Sé, República ou Anhangabaú, passe pela Praça do Patriarca. Passando pelo charmosinho Shopping Light, com suas janelas vermelhas abertas tão presentes nos filmes publicitários, você atravessa o Viaduto do Chá e voilá. Eis a Praça do Patriarca, sob um imenso toldo branco.

Na esquina, você verá uma franquia da popular Marisa. Se quiser, entre, mas espere porque menos de dez passos adiante está a TNG Outlet, com bazar de moda masculina e feminina de coleções passadas. Há camisas pólo por R$ 19,00 e jeans masculinos por R$ 49,90. Ternos, blazers, vestidos, blusas e jeans femininos também apresentam preços muito mais acessíveis que os praticados nas suas lojas tradicionais.

Com ares de galpão, a unidade Outlet não aposta muito em decoração. E nem precisa. O charme do lugar talvez se dê justamente pelas caixas e caixas com peças da etiqueta TNG. Dá vontade de abrir todas as caixas, como um garimpo de looks da marca.

O atendente Milton é simpático, se puder, procure-o. Com uma paciência de santo, ele fez três trocas, em três dias consecutivos, de um jeans (todas as peças devem estar impecáveis e etiquetadas para a troca, e para garantir, leve a nota fiscal) que daria de presente para meu namorado (e que por nada desse mundo acertava no manequim). No fim, esqueci do jeans e levei uma camisa social.

A TNG tem outras sete Outlets espalhadas pela capital: uma filial na Rua Marconi no centro, uma na zona leste, uma na zona norte, uma na Vila Olímpia, uma na Pompéia e duas em Pinheiros.

Banca de Camisetas - São Paulo

Alameda Franca 1104, São Paulo

16-12-2008

“Você já imaginou passar por uma banca de jornal e, ao invés de revistas, encontrar camisetas?”. Essa é a questão lançada pela Banca de Camisetas, dando vida à proposta desde novembro de 2002.

Na Banca, as camisetas ficam nas prateleiras em pé, expostas como se fossem revistas. Embaladas em saquinhos plásticos em formato retangular, às vezes lembram até discos antigos.

As “capas”, isto é, as “estampas”, são autorais, criativas, irreverentes, pop-art e agradam aos descolados que valorizam a expressividade de “vestir” a camisa de suas causas. A variedade das estamparias pode se perfilar nos estilos de filmes: românticas, comédias, ficção científica, dramáticas.

Na franquia da Banca na Alameda Franca, o atendimento é ótimo. Os atendentes, também descolados, recebem os clientes tão informalmente que a gente se sente em casa, ou na banquinha de jornal da rua de casa.

“Folheando” as camisetas, às vezes sendo preciso garimpar determinados modelos. No quesito 'ilustrações criativas’, a Banca de Camisetas não supera nem a Nonsense, nem a loja virtual Camiseteria. Sem problemas, porque nas peças provocativas com frases estampadas, ela lidera.

As frases mais legais são: “Deus que me perdoe!”, “C’est la vie”, “Não fui eu”, “Passo o ponto”, “We’re not Friends”, “Hay una vida mejor, pero es carisima” e “Você pra mim é problema seu”. As camisetas cusam R$ 50. Mesmo que não tiver a real intenção de adquirir uma camiseta-midiática, passe por lá se estiver perambulando pelos Jardins. Vale a visita e uma folheada nas publicações da banca.

Sabor Mate - São Paulo

Rua Augusta 1492, São Paulo

14-12-2008 (atualizado em 16-12-2008)

Bem em frente ao cinema Espaço Unibanco, o Sabor Mate atrai simpatizantes de comidinhas naturais. Atenção: não o confunda com a grande rede Rei do Mate. Situado em uma galeria da Rua Augusta, o Sabor Mate é diferenciado e, talvez por isso, seja tão difícil conquistar uma banqueta no seu balcão.

A lanchonete oferece opções lacto-vegetarianas e veganas muito atrativas, não só para os adeptos da dieta veggie, mas propriamente por seu sabor esmerado. O quibe de carne de soja, por exemplo, é tão delicadamente temperado que se esquece que é soja. Nas opções de salgados assados, o ponto alto do Sabor Mate é o mega pastel de massa de grão-de-bico integral, recheado de cenoura e ricota, e mais uma vez, temperadíssimo: o alerta vale para desmistificar quem pensa que comida vegetariana é sem sal, nem sabor.

Por sua vez, quem não resiste às frituras, vai a dica: coxinha de palmito, por R$ 2,50. A massa é levíssima, sem óleo respingando nos guardanapos, amarelinha por causa do curry, e o recheio é delicioso. Ainda não experimentei a coxinha de soja, porque esta sempre é muito disputada e sempre acaba, mas não desisto.

Para bebericar enquanto come, a cartela de chás também é diferenciada. O mate é retirado ali mesmo, na pia à sua frente no balcão, de uma torneira. Por ela se esvai um líquido escuro e perfumado, o chá. Se quiser, pode pedir para mixá-lo com frutas diversas e pó de guaraná. E a sobremesa deve ser devorada sem culpa: bolo trufado, repleto de amêndoas graúdas, mas felizmente, integral.

helder Se você quiser, pode considerar incluir este lugar no guia:
http://www.qype.com.br/groups/2141-Vegetarianos-em-Sao-Pa…

Às vezes é difícil achar bons lugares com comida vegetariana, então ter um guia concentrando-os facilita um pouco pra quem procura.